30 de nov. de 2007
29 de nov. de 2007
Isolamento Biológico
Hoje não rolou escola, pois o Luís Cláudio amanheceu com o rosto todo marcado por pequenos pontos vermelhos, que um desesperado poderia acreditar ser catapora.
Desesperado e burro, pois uma olhada mais atenta revelaria que o garoto teve somente o que os médicos chamam de petéquias (pequenas hemorragias em pequenos vasos sanguineos), causadas, no caso do LC, pelo forte acesso de tosse que o vem atormentando nas últimas 48 horas.
Nada sério. Remedio antitussígeno, nada de gelado e resguardo para poder aproveitar a festa das primas no fim de semana.
Então, para descarregar o estresse do ócio caseiro, Maria Eduarda resolveu pegar ferro e malhar um pouco.
Update: a qualidade da compactação do video no Youtube está cada vez pior. Olha que merda ficou isso, parece reprodução de VHS em aparelho velho com cabeçote sujo
Update2: este post ia se chamar "Quero ser Rebeca Gusmão", mas a pedidos da Sandra, a idéia foi arquivada. De qualquer forma, fica o registro.
Primeiro Contato
"Há poucos dias ocorreu na divisa do Brasil com o Peru uma dessas descobertas que alimentam o fascínio e a curiosidade a respeito da Amazônia no mundo inteiro. Depois de sobrevoar durante quatro dias uma área de floresta densa e inacessível por terra, uma equipe da Funai vislumbrou entre a copa das árvores doze construções alongadas, com cerca de 15 metros de comprimento cada. Observadas do alto, pareciam enormes casulos. Eram as malocas de uma tribo indígena até então completamente desconhecida. Por enquanto, toda a informação que se tem a respeito desses índios são as fotos aéreas de suas malocas. Estima-se que ali viva um grupo de 200 pessoas, mas ninguém sabe que nome dão à tribo, que língua falam, a que etnia pertencem e quais são seus hábitos e costumes."
Nossa intrépida equipe de reportagem obteve, num furo digno do Prêmio Esso, uma exclusiva imagem de um nativo da recém descoberta tribo
As primeiras informações dão conta que indivíduos dessa tribo são adoráveis e, uma vez feito o contato com eles, é impossível viver sem sua companhia.
Apagão Básico
Justiça seja feita (este Blog procura reparar as injustiças cometidas em seus posts, sempre que possível e caso seja da vontade de seus autores), o João vem dormindo bem. Tá certo, o espreme-espreme da madrugada ainda rola (a impressão que dá é a de que a qualquer momento o garoto vai gerar uma explosão de merda que vai varrer meio quarteirão aqui no Recreio), mas em freqüência bem menor.
De qualquer forma, é melhor não elogiar muito.
27 de nov. de 2007
Dupla Dinâmica
25 de nov. de 2007
Dolce Far Niente?

Vocês sabem, moramos no Recreio (para quem não conhece, Recreio fica longe de tudo e todos - só é perto do próprio Recreio). Estamos sem carro. Hoje é domingo. Os shoppings só abrem às 15 horas. Por causa do João Pedro, todos nós acordamos cedo, todos os dias.
Não temos nada para fazer.
Se não dermos notícias durante o dia, chamem a polícia. :-)
Extermínio
O pior é ficar inventando desculpas para o indesculpável quando sua filha pergunta, com propriedade, pelos peixinhos que ali estavam há pouco.
Quando a resposta mais apropriada seria:- Filha, eles foram ao médico porque estavam dodóis, brigaram com o peixinho vermelho.
- Filha, seu pai é um imbecil, colocou peixes pacíficos ao lado de um psicopata de água doce.
Agora os japas estão lá, enterrados no nosso cemitério particular de indigentes (também conhecido como privada do banheiro de empregada).
24 de nov. de 2007
22 de nov. de 2007
João Pedro, um mês (I)
Pedro, Meu Filho... (Vinicius De Moraes)
Como eu nunca lutei para deixar-te nada além do amanhã indispensável: um quintal de terra verde onde corra, quem sabe, um córrego pensativo; e nessa terra, um teto simples onde possas ocultar a terrível herança que te deixou teu pai apaixonado - a insensatez de um coração constantemente apaixonado.
E porque te fiz com o meu sêmen homem entre os homens, e te quisera para sempre escravo do dever de zelar por esse alqueire, não porque seja meu, mas porque foi plantado com os frutos da minha mais dolorosa poesia.
Da mesma forma que eu, muitas noite, me debrucei sobre o teu berço e verti sobre teu pequenino corpo adormecido as minhas mais indefesas lágrimas de amor, e pedi a todas as divindades que cravassem na minha carne as farpas feitas para a tua.
E porque vivemos tanto tempo juntos e tanto tempo separados, e o que o convívio criou nunca a ausência pôde destruir.
Assim como eu creio em ti porque nasceste do amor e cresceste no âmago de mim como uma árvore dentro de outra, e te alimentaste de minhas vísceras, e ao te fazeres homem rompeste meu alburno e estiraste os braços para um futuro em que acreditei acima de tudo.
E sendo que reconheço nos teus pés os pés do menino que eu fui um dia, em frente ao mar; e na aspereza de tuas plantas as grandes pedras que grimpei e os altos troncos que subi; em tuas palmas as queimaduras do Infinito que procurei como um louco tocar.
Porque tua barba vem da minha barba, e o teu sexo do meu sexo, e há em ti a semente da morte criada por minha vida.
E minha vida, mais que ser um templo, é uma caverna interminável, em cujo recesso esconde-se um tesouro que me foi legado por meu pai, mas cujo esconderijo eu nunca encontrei, e cuja descoberta ora te peço.
Como as amplas estradas da mocidade se transformaram nestas estreitas veredas da madureza, e o Sol que se põe atrás de mim alonga a minha sombra como uma seta em direção ao tenebroso Norte.
E a Morte me espera em algum lugar oculta, e eu não quero ter medo de ir ao seu inesperado encontro.
Por isso que eu chorei tantas lágrimas para que não precisasse chorar, sem saber que criava um mar de pranto em cujos vórtices te haverias também de perder.
E amordacei minha boca para que não gritasses e ceguei meus olhos para que não visses; e quanto mais amordaçado, mais gritavas; e quanto mais cego, mais vias.
Porque a poesia foi para mim uma mulher cruel em cujos braços me abandonei sem remissão, sem sequer pedir perdão a todas as mulheres que por ela abandonei.
E assim como sei que toda a minha vida foi uma luta para que ninguém tivesse mais que lutar:
Assim é o canto que te quero cantar, Pedro meu filho...
20 de nov. de 2007
Casa de Loucos
18 de nov. de 2007
Identidade Revelada
16 de nov. de 2007
Telecurso
"Todo corpo mergulhado num fluido em repouso sofre, por parte do fluido, uma força vertical para cima, cuja intensidade é igual ao peso do fluido deslocado pelo corpo." (Princípio de Arquimedes)


